quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Contágio


            Ébola, vírus vindo da África Ocidental tem sido causa de pânico no continente europeu originando algumas vítimas e suspeitas de contágio. O vírus DVE (Doença por Vírus Ébola) tem causado pavor entre as populações europeias por não se ter encontrado ainda nenhuma vacina capaz de o combater. 
          Este é um vírus que atinge seres humanos e animais através do contacto com o sangue e fluídos biológicos porém, apresenta um conjunto de sintomas bastante comuns a uma gripe, como febre, enjoos, dor de garganta, tosse e dor de cabeça. O que difere é o facto de os sintomas agravarem-se com o passar do tempo, causando vómitos e diarreia que poderão conter vestígios de sangue bem como uma inflamação da garganta e hemorragias surgindo em caso avançado bolhas de sangue na pele.                                        
     Apesar disso, o assunto tem sido fortemente debatido pela necessidade de informar devidamente as pessoas, o que acaba por ser em grande parte instalador de pânico. 
Porém, Manuel Pinto Botelho num artigo de opinião do Público assume que os números de óbitos assinalados não são assim tão grandes quanto a imprensa tem vindo a relatar, na verdade, até salienta que tal alerta não passe por uma estratégia lucrativa por parte dos governos europeus semelhante à que acontecera com a Gripe A.                         


   A procura constante de uma solução para este problema tem vindo a ser desenvolvida bem como todo e qualquer tipo de medidas que visam o alerta da população. Porém, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declara que a ébola não passa de um problema que se deve à emergência sanitária mundial afirmando que “As principais lições que é preciso tirar para conter a epidemia incluem a importância da liderança, o compromisso da comunidade, uma maior união dos sócios, pagar a tempo o pessoal sanitário e prestar contas”.                                                                                                         
      A falta de cura para esta doença vem a desencadear o recurso de soro, método utilizado na ausência de recursos. O procedimento desenvolve-se através de um processo de filtração de sangue de uma pessoa infetada pelo vírus pois, no seu corpo, desenvolveram-se anticorpos para o combate da infeção. O uso desta filtração se injetada num outro corpo infetado será capaz de ajudar à cura do mesmo. Este processo fora já utilizado com sucesso em Teresa Romero, auxiliar de enfermagem que contraiu o vírus em África. A OMS relata mais uma vez, face a este problema, que estão a ser desenvolvidas parcerias para que na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, países onde há um maior surto do vírus, se consiga extrair de forma segura o plasma para que este possa ser utilizado no tratamento das vítimas de contágio.

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